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sábado, 19 de novembro de 2011

DAS TAIS MUDANÇAS DA VIDA

Sentada sozinha numa mesa vermelha, ela deixou que sua vida esfriasse tanto quando a cerveja que tomava. Levantou e dançou a noite inteira. Cantou todas as músicas. E enquanto seu suor se misturava com as lágrimas, observava quantas pessoas rodavam ao seu lado. E balançavam. Então o remédio era esse. Pra desfazer a dor, pra se fazer do amor a vida inteira. Não demorou muito para perceber que alguém olhava suas pernas. Nada mau.  

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Enquanto ela dança


E o seu corpo sorri. Vários olhares gulosos acompanham o seu balanço. Seu vestidinho preto colado realça sua cintura e seus belos seios.
Tem na mão um copo cheio de um liquido vermelho.
Canta alto, dança com vontade.
Mas ali o seu objetivo não é atingir olhares. Ela quer é esquecer a dor que a fez chorar por longos dias cinzas. Quer é esquecer o tempo que passou trancada no quarto a espera de um telefonema que nunca aconteceu, e de uma desculpa que nunca foi dada, talvez por nunca ter sido pedida. Então resolveu colocar seu melhor salto, seu vestido mais sexy, beber e dançar do jeito ousado que ele não gostava. Dança ali lembrando dele. Imaginando o seu ciúme que não existe mais.
Bebe escutando a voz dele pedindo pra ela pegar leve. Canta pra esquecer todas as lembranças.
Seu corpo sorri e todo resto chora.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A menina

A menina dança e encanta a todos por onde passa
Porém seus olhos, corpo e coração é apenas dele
Ele que veste xadrez, usa boina e é desajeitado
É esse rapaz que a mima, brinca, sorrir, afega e diz que ela é a mais bela de todas
Mesmo com os olhos remelados da manhã
Ou com a maquiagem borrada da madrugada a dentro

É ele, apenas ele, que traz alegria em plena quarta - feira ingrata
Só ele sabe satisfazê - la...
Desfazendo a dor, trazendo amor, saboreando - a por inteira

Por isso ela dança a noite inteira
Por isso ela sorri a noite inteira
Por isso ela enfeitiça... a noite ou durante o dia

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Rio tanto que morreu

Nessa noite ele queria que o céu coubesse em seu batom
Nessa noite todas as palavras que já haviam o ofendido seriam inúteis
Ele punha seu salto, seu peito alto, seus ombros largos
Ele era o homem da noite, o homem que foi excluído quando nasceu
Ele dançou com tanta força que doeu
Ele dançou com tanta força que fechou os olhos pra parar de rodar
Mas continuou dançando e balançando e rodando
Os olhares que lhe caíam mal já não se faziam notar
Ele se divertiu tanto e gozou tanto que de pronto morreu
Dançou
Rodou
Gostou
Gozou
e Morreu ...

Rio tanto que morreu.